terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Reflexos de um ano Rústico.
Outro dia, em um post na minha página pessoal no FB disse com todas as letras que o ano de 2015 tinha sido o pior da minha vida. Depois, fiquei pensando que em muitos pontos estava sendo injusta com o todo da coisa. Foi um ano difícil, rústico em toda sua grandeza, mas seria errado dizer que todos os 365 dias foram ruins. Que todos estes dias me deram o seu pior. Em muitos deles, eu fui feliz.
Neste monte de pensamentos imaginei 2015 como um grande espelho velho onde o metal polido que provoca o reflexo em muitos lugares já se perdeu. Nele não consigo ver todo o meu rosto, mas isso me possibilitou prestar mais atenção as partes do que ao todo. Partes que não me importavam tanto antes, partes que frente ao conjunto pareciam insignificantes, mas que fizeram toda a diferença em meio ao caos. Este dito caos o tempo corroeu, são as partes de mim que não enxergo mais, são todas as tentativas de tudo que fiz neste ano e que não deram certo, todas as minhas perdas (as grandes perdas!) e por que não dizer meus fracassos? Sim, por que a gente erra, fracassa e, como adoradores de novela mexicana que somos, ficamos só remoendo isso. Viramos um feio disco riscado que encasqueta a agulha na fenda e fica repetindo a mesma ladainha. Dias e dias...anos e anos...
Ao enxergar os reflexos ainda intactos, percebi que ganhei muito! Que cresci! E o mais bacana é que cresci e ganhei em espírito! Em alma! Vejam vocês como a vida é! O olhar julgador se foi, deve estar numa das partes corroídas, junto com meu ego e o orgulho. Em contrapartida vejo a fé. Fé em um Deus que não castra, não puni, que respeita o livre arbítrio e que ama seus filhos. Junto com ela descobri uma vontade enorme de ajudar e de seguir no caminho do amor. Aaaahhh o amor!! Ele é meu sentimento de estimação, caso vocês não saibam! Acredito de verdade que ele tudo pode e é ele que mora em todos os pedaços de reflexo do rosto que ainda vejo!
Amor por todas as flores que este ano me deu, amor pelas sete crianças lindas que a vida colocou no meu caminho, amor pelos momentos em que pude me reconciliar com meus pais, amor pela redescoberta dos meus irmãos, amor pela família, amor pelo dono do meu coração, amor por todos os amigos que tenho, amor por ter coragem de agir e não ficar prostrada chorando minhas mágoas. Amor por amor! E a isso tudo eu agradeço!
Me olho hoje num espelho corroído onde o todo pode não parecer tão bonito assim! Mas ele me mostra que o caminho é só nosso. Que o tempo que perdemos em culpar pessoas, um Deus, um ano ou a vida pelos nossos atos e tristezas é perdido. Que guardar mágoa é nossa ruína, que olhar com desdém só nos leva para trás. Que esticar a mão é muito mais fácil que dar as costas. Que o que foi não tem mais volta, não importa o que se faça. Importa sim, o que fazer com o que ficou! 2015 me ensinou a amar.
Se quero um espelho novo para 2016? Não. Vou carregar este comigo na bagagem. Junto a ele mais um monte de planos e metas, Um bando de vontades e quereres. Vamos ver o que ele me mostra no final do percurso! Este velho espelho mostrou quem realmente sou. E isso não se deixa para trás.
Um lindo ano a todos vocês que leram meus devaneios até aqui! Conheci muita gente boa de coração através do blog. Fiquei muito feliz com cada comentário e fiquei mais feliz ainda por ter conseguido compartilhar minhas histórias com vocês e ter podido, de uma maneira ou de outra, ajudar um pouco! Que 2016 seja um ano de amor para todos! E que assim seja!
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